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Hungry (2026): review, vale a pena ver o hipopótamo assassino?

Hungry (2026), 1h33, disponível para aluguel em VOD. Terror britânico com hipopótamo assassino nos pântanos da Louisiana. Vale a pena para fãs de creature feature descompromissado.

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Daniel Krust
··6 min de leitura
Hipopótamo gigante emergindo das águas escuras do pântano da Louisiana no filme de terror Hungry (2026)

Hungry (2026): review — o hipopótamo assassino vale o ingresso?

O hipopótamo é o animal terrestre mais letal da África. Mata mais pessoas por ano do que qualquer outro mamífero do continente. E, curiosamente, nunca tinha sido o protagonista de um grande creature feature de terror — até agora. Hungry chega em 2026 para corrigir essa injustiça, com dentes à mostra e pântano no cenário.

Resposta rápida

Hungry (VOD, 2026):

  • Classificação indicativa: NR (Not Rated) — conteúdo para maiores, equivalente a 16 anos pelo teor de violência e cenas de ataque
  • Duração: 1h 33min
  • Onde assistir: Disponível para aluguel e compra em VOD (Amazon Video, Apple TV Store e Fandango At Home); sem opção de streaming gratuito confirmada até a data desta publicação
  • Vale a pena? Sim — para quem curte creature feature sem pretensão; não, se você espera tensão sofisticada ou roteiro elaborado

A premissa: Hipopótamos Comilões vieram pra matar

Hungry é um filme britânico de survival horror de 2026, escrito e dirigido por James Nunn. O título é obviamente uma referência ao clássico jogo de tabuleiro — o projeto é inspirado no clássico jogo Hipopótamos Comilões —, mas o que está na tela não tem nada de infantil.

O filme acompanha turistas em um passeio de barco pelo bayou da Louisiana que acabam lutando pela vida quando um hipopótamo feroz os transforma em presas. A premissa tem um detalhe histórico que dá um verniz de credibilidade à loucura toda: antes de partirem, os turistas encontram o guia Rodrigo e seu chefe Walker, que menciona brevemente tentativas históricas de comerciantes internacionais de introduzir hipopótamos na região. Sim, isso realmente aconteceu — e o roteiro usa esse fato como gatilho para a carnificina que se segue.

Sistine — que está lidando com a doença da mãe e uma demissão recente — e sua melhor amiga Hannah decidem fazer um passeio de barco com desconto para observar jacarés nos pântanos da Louisiana. O grupo ainda conta com a empresária divorciada Dionne Edwards, a enfermeira Sally, o pai aposentado bombeiro Tim e o filho adolescente de Sally, Mikey. É o cardápio humano habitual do gênero: tipos reconhecíveis o suficiente para você se importar um pouquinho antes de vê-los virar lanche.


Direção e elenco: James Nunn no território do B-movie de qualidade

James Nunn, de Tubarão: Mar de Sangue, é responsável pela direção e pelo roteiro. O diretor britânico conhece o território do creature feature de baixo orçamento, e aqui ele faz a escolha mais inteligente possível: levar o material a sério. Não há piscadelas para a câmera, sem auto-ironia forçada. O tom reto é o que sustenta a tensão — pelo menos durante a primeira metade.

Madison Davenport (Um Drink no Inferno) estrela a produção como Sistine, e entrega uma protagonista funcional com arco emocional telegrafado, mas eficiente. O elenco ainda conta com Joaquim de Almeida, Tracey Bonner, Jim Meskimen, Samantha Coughlan, Olivia Bernstone, Michel Curiel e River Codack. Joaquim de Almeida, veterano brasileiro de Hollywood, aparece como Walker e rouba suas cenas com a autoridade de sempre.

Nos bastidores, dois nomes merecem atenção. O premiado artista Dan Martin (Possessor, Piscina Infinita) cuidou dos efeitos especiais do longa ao lado da companhia de VFX Magic Dust VFX (True Detective e One Piece). E a trilha sonora ficou nas mãos de Austin Wintory, compositor conhecido por Journey e Assassin's Creed Syndicate — uma escolha acima da média para um filme desse porte.


O que funciona: o hipopótamo como vilão legítimo

O grande acerto de Hungry é tratar o animal como uma força da natureza real, não um monstro sobrenatural ou produto de experimento. O cerne do enredo é baseado em eventos reais — ou pelo menos a história de origem é. Isso empresta credibilidade ao terror e diferencia o filme de outros creature features de baixo orçamento.

O hipopótamo é uma escolha genuinamente assustadora. Um hipopótamo assassino é uma mudança de ritmo em relação aos habituais tubarões e jacarés, e eles de fato causam mais mortes humanas na África a cada ano do que qualquer outro animal. Nunn explora isso com competência: as sequências de ataque têm força quando aparecem, e o design do animal é convincente nas melhores tomadas.

"Os personagens são bem desenvolvidos, o filme transita bem entre suspense, momentos de personagem e ação, e os efeitos usados para dar vida ao hipopótamo são bastante eficazes", escreveu um crítico citado no Filmaffinity. É um veredicto justo para o que o filme entrega na primeira hora.


O que não funciona: ritmo irregular e CGI irregular

Aqui mora o problema central de Hungry. Brian Orndorf do Blu-ray.com deu ao filme uma avaliação negativa e escreveu que o filme tem algumas conquistas técnicas, mas a letargia geral é surpreendente, com os ataques do hipopótamo não sendo priorizados pela produção.

A crítica é precisa. O terceiro ato sofre exatamente desse mal: o hipopótamo com CGI de aparência barata mal aparece, surgindo basicamente apenas nos últimos quinze minutos. Grande parte do restante é gasto vendo os personagens sentados em uma árvore reclamando de suas mães mortas. É um desequilíbrio que frustra quem entrou na sala esperando um ritmo de creature feature mais ágil.

O VFX do hipopótamo é uma mistura — o que é esperado para este orçamento. Se isso não exatamente desculpa a qualidade às vezes menor, pelo menos significa que as partes problemáticas são fáceis de ignorar.


Nota da crítica e posição no gênero

No Rotten Tomatoes, 60% das avaliações de 15 críticos são positivas, com nota média de 5,60/10. O número é honesto: Hungry é um filme mediano que pode surpreender quem calibra a expectativa corretamente.

A comparação inevitável é com Cocaine Bear (2023) — o outro creature feature recente sobre um animal pouco óbvio fazendo estrago. Mas onde Cocaine Bear abraçou o absurdo com humor, Hungry escolhe o caminho do terror reto, e essa seriedade é tanto sua força quanto sua fraqueza. "Não há pretensão de ser mais do que o que é: um creature feature aquático sobre um hipopótamo matando turistas", resumiu um crítico no Rotten Tomatoes. Esse é exatamente o metro para avaliar o filme.

Nota Pipoca Crítica: 6/10 — Funciona como passatempo noturno para fãs do gênero. Não reinventa a roda, mas o hipopótamo é um vilão legítimo e o filme tem o mérito de levá-lo a sério.


Onde assistir Hungry (2026)

O filme foi lançado nos cinemas nos Estados Unidos em 3 de junho de 2026, e depois em VOD em 23 de junho de 2026, pela distribuidora Aura Entertainment. É possível comprar ou alugar Hungry em Amazon Video, Apple TV Store e Fandango At Home. Não há opções de streaming gratuito disponíveis para Hungry no momento.


Perguntas frequentes

Qual a duração de Hungry (2026)?

O filme tem 1 hora e 33 minutos de duração.

Onde assistir Hungry (2026) no Brasil?

É possível alugar ou comprar o filme em plataformas de VOD como Amazon Video e Apple TV Store. Não há confirmação de inclusão em nenhum serviço de assinatura até a data desta publicação.

Qual a nota de Hungry no Rotten Tomatoes?

No Rotten Tomatoes, o filme tem 60% de aprovação entre os críticos, com nota média de 5,60/10.

Hungry é baseado em fato real?

A história de origem do filme é baseada em eventos reais — especificamente nas tentativas históricas de introduzir hipopótamos nos pântanos da Louisiana como fonte de alimento, no século XIX. O ataque em si é, claro, ficção.

O filme é inspirado no jogo Hipopótamos Comilões?

Sim, o projeto é inspirado no clássico jogo de tabuleiro Hipopótamos Comilões. O nome e o conceito são claramente uma referência ao brinquedo, mas o tom do filme é de terror sério, não comédia.

Tags:#Terror#Creature Feature#2026#Review#VOD#James Nunn#Survival Horror

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