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Nem Toda História de Amor: pré-estreia gratuita no RJ
Filme brasileiro com primeira protagonista surda ganha pré-estreia gratuita e acessível no Rio. Saiba tudo: elenco, duração, prêmios e se vale a pena.

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte ganha pré-estreia gratuita e acessível no Rio
O cinema brasileiro tem um novo marco — e ele chega de graça ao Rio de Janeiro.
Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, do diretor curitibano Bruno Costa, é a primeira produção nacional protagonizada por uma atriz surda. Depois de uma trajetória vitoriosa em festivais, o longa chegou aos cinemas de todo o Brasil em 16 de abril de 2026 e agora conquista o público carioca com uma pré-estreia gratuita e totalmente acessível. Não tem desculpa pra perder.
Resposta rápida
Nem Toda História de Amor Acaba em Morte (cinemas, 2026):
- Classificação indicativa: Não confirmada oficialmente nas buscas — consulte a bilheteria local
- Duração: 1h25min (85 minutos)
- Onde assistir: Cinemas de todo o Brasil (distribuição Elo Studios); pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro
- Vale a pena? Sim — comédia romântica emocionante, historicamente relevante e com performances memoráveis
Uma história de amor que também é de coragem
A sinopse parece simples: Sol, uma professora em processo de separação, ainda divide a casa com o ex-marido Miguel. A vida dela muda quando conhece Lola — jovem negra, surda, mãe solo e diretora de uma companhia de teatro composta inteiramente por artistas surdos. As duas se apaixonam. Lola passa a frequentar a casa de Sol. E aí o triângulo começa.
Mas Nem Toda História de Amor Acaba em Morte é muito mais do que triângulo amoroso. É sobre comunicação — no sentido mais literal e mais profundo. Sobre o que acontece quando mundos diferentes decidem, mesmo sem língua em comum, se aproximar.
O roteiro, assinado pelo próprio Bruno Costa com argumento de William Biagioli, costura situações de comédia sem cair em caricatura. A comunicação em Libras não é tratada como "obstáculo dramático", mas como parte orgânica da narrativa. Isso faz toda a diferença.
O elenco que faz a diferença
Gabriela Grigolom entrega uma das performances mais singulares do cinema nacional recente. Interpreta Lola inteiramente em Libras — com expressividade, humor e vulnerabilidade que dispensam legenda emocional. É a primeira vez na história do cinema brasileiro que uma atriz surda assume o protagonismo de um longa-metragem. O peso histórico é real, mas o que fica na tela é simplesmente uma atuação bonita.
Chiris Gomes equilibra bem o papel de Sol: uma mulher que aprende, se abre e, pouco a pouco, muda — sem transformação forçada de roteiro. A química entre as duas convence.
Octávio Camargo fecha o triângulo como Miguel, o ex-marido que ainda mora sob o mesmo teto. Ganhou o Troféu Calunga de Melhor Ator pelo Júri Oficial no 29º Cine PE — e faz jus ao prêmio. Camargo também assina a trilha sonora do filme, o que confere uma coerência rara à produção: a música e o personagem habitam o mesmo universo emocional.
O elenco de apoio traz ainda Regina Bastos, Sidy Correa, Katia Drumond e Maureen Miranda, além de Sophia Grigolom — filha de Gabriela — como Maya, a filha de Lola.
Bastidores: inclusão que vai além das câmeras
Um dos aspectos mais impressionantes do projeto é a coerência entre o que aparece na tela e o que aconteceu nas filmagens. Ao todo, mais de 30 figurantes surdos e sete atores surdos participaram da produção.
A equipe contou com Jonatas Medeiros — intérprete de Libras e cofundador do coletivo Fluindo Libras — como assistente de direção e consultor de acessibilidade. Um dos diretores assistentes, Giuliano Robert, também é surdo. Não é inclusão de fachada: é estrutura.
A direção de fotografia de Elisandro Dalcin aposta numa paleta quente e numa câmera próxima dos rostos — escolha inteligente para um filme em que tanto do drama se passa nas mãos e nas expressões. A montagem de Gabriel Borges respeita o ritmo da comédia sem apressar as cenas de tensão.
Prêmios: o público já decidiu
Antes de chegar às salas comerciais, o filme percorreu festivais e saiu carregado de troféus:
- 🏆 Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Ator no 29º Cine PE
- 🏆 Melhor Filme pelo Júri Popular no Rio LGBTQIA+ 2025 (14ª edição)
- 🏆 Melhor Filme na Mostra Libras Visual do XI DIGO Festival (Goiás)
- 🏆 Melhor Roteiro no III Cine RO – Festival de Cinema de Rondônia
São cinco prêmios em oito seleções. Para uma produção independente, isso é uma largada extraordinária — e revela que o filme funciona tanto para o público geral quanto para júris especializados.
Acessibilidade como protagonismo
A pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro é mais do que evento de divulgação: é declaração de princípios. A produção — que nasceu com o compromisso de tornar o cinema brasileiro mais plural — estende esse compromisso para a forma como o público chega até ela.
Sessions com interpretação em Libras, exibições gratuitas e debates acessíveis fazem parte do DNA desse projeto desde o início. Já aconteceu em Curitiba, onde o filme foi inteiramente gravado: a pré-estreia na Cinemateca de Curitiba, em abril de 2026, incluiu debate com elenco e cineasta em Libras. O Rio ganha agora a sua versão desse encontro.
Vale a pena assistir?
Sim — e mais do que isso: vale priorizar.
Não porque é "importante" (embora seja). Mas porque é um bom filme. A direção de Bruno Costa — curitibano com carreira sólida que inclui co-direção de episódios da série Cidade de Deus: A Luta Não Para (HBO Max) — equilibra leveza e densidade com maturidade. O filme diverte, emociona e, sem querer ser didático, ensina.
Se você está no Rio de Janeiro, a pré-estreia gratuita é a oportunidade ideal para conhecer esse longa antes que o boca a boca esgote os ingressos nas semanas seguintes. Aproveite.
"É uma grande honra levar esse prêmio com uma produção que aposta tanto na representatividade e na pluralidade do amor." — Bruno Costa, diretor
Ficha técnica:
- Direção e roteiro: Bruno Costa
- Argumento: William Biagioli
- Produção: Andréa Tomeleri e Gil Baroni (Beija Flor Filmes)
- Distribuição: Elo Studios
- Fotografia: Elisandro Dalcin
- Montagem: Gabriel Borges
- Trilha sonora: Octávio Camargo
- Direção de arte: Gabriella Olivo
- Duração: 85 minutos
Perguntas frequentes
qual a duração de Nem Toda História de Amor Acaba em Morte?
O filme tem 85 minutos de duração (1h25min).
onde assistir Nem Toda História de Amor Acaba em Morte?
O longa está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 16 de abril de 2026, com distribuição da Elo Studios. A pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro é uma oportunidade especial de assisti-lo com acessibilidade em Libras.
quem é a atriz que interpreta Lola no filme?
Lola é interpretada por Gabriela Grigolom, atriz surda que atua inteiramente em Libras. Ela é a primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro.
o filme tem prêmios?
Sim. O longa acumulou cinco prêmios em festivais nacionais, incluindo Melhor Filme pelo Júri Popular no Cine PE e no Festival Rio LGBTQIA+ 2025, e Melhor Ator para Octávio Camargo.
é baseado em fato real?
Não. Trata-se de uma ficção original, com roteiro de Bruno Costa e argumento de William Biagioli.
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