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Nem Toda História de Amor: pré-estreia gratuita no RJ

Filme brasileiro com primeira protagonista surda ganha pré-estreia gratuita e acessível no Rio. Saiba tudo: elenco, duração, prêmios e se vale a pena.

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Daniel Krust
··5 min de leitura
Cena cinematográfica do filme Nem Toda História de Amor Acaba em Morte com protagonista surda se comunicando em Libras no Rio de Janeiro

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte ganha pré-estreia gratuita e acessível no Rio

O cinema brasileiro tem um novo marco — e ele chega de graça ao Rio de Janeiro.

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, do diretor curitibano Bruno Costa, é a primeira produção nacional protagonizada por uma atriz surda. Depois de uma trajetória vitoriosa em festivais, o longa chegou aos cinemas de todo o Brasil em 16 de abril de 2026 e agora conquista o público carioca com uma pré-estreia gratuita e totalmente acessível. Não tem desculpa pra perder.


Resposta rápida

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte (cinemas, 2026):

  • Classificação indicativa: Não confirmada oficialmente nas buscas — consulte a bilheteria local
  • Duração: 1h25min (85 minutos)
  • Onde assistir: Cinemas de todo o Brasil (distribuição Elo Studios); pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro
  • Vale a pena? Sim — comédia romântica emocionante, historicamente relevante e com performances memoráveis

Uma história de amor que também é de coragem

A sinopse parece simples: Sol, uma professora em processo de separação, ainda divide a casa com o ex-marido Miguel. A vida dela muda quando conhece Lola — jovem negra, surda, mãe solo e diretora de uma companhia de teatro composta inteiramente por artistas surdos. As duas se apaixonam. Lola passa a frequentar a casa de Sol. E aí o triângulo começa.

Mas Nem Toda História de Amor Acaba em Morte é muito mais do que triângulo amoroso. É sobre comunicação — no sentido mais literal e mais profundo. Sobre o que acontece quando mundos diferentes decidem, mesmo sem língua em comum, se aproximar.

O roteiro, assinado pelo próprio Bruno Costa com argumento de William Biagioli, costura situações de comédia sem cair em caricatura. A comunicação em Libras não é tratada como "obstáculo dramático", mas como parte orgânica da narrativa. Isso faz toda a diferença.


O elenco que faz a diferença

Gabriela Grigolom entrega uma das performances mais singulares do cinema nacional recente. Interpreta Lola inteiramente em Libras — com expressividade, humor e vulnerabilidade que dispensam legenda emocional. É a primeira vez na história do cinema brasileiro que uma atriz surda assume o protagonismo de um longa-metragem. O peso histórico é real, mas o que fica na tela é simplesmente uma atuação bonita.

Chiris Gomes equilibra bem o papel de Sol: uma mulher que aprende, se abre e, pouco a pouco, muda — sem transformação forçada de roteiro. A química entre as duas convence.

Octávio Camargo fecha o triângulo como Miguel, o ex-marido que ainda mora sob o mesmo teto. Ganhou o Troféu Calunga de Melhor Ator pelo Júri Oficial no 29º Cine PE — e faz jus ao prêmio. Camargo também assina a trilha sonora do filme, o que confere uma coerência rara à produção: a música e o personagem habitam o mesmo universo emocional.

O elenco de apoio traz ainda Regina Bastos, Sidy Correa, Katia Drumond e Maureen Miranda, além de Sophia Grigolom — filha de Gabriela — como Maya, a filha de Lola.


Bastidores: inclusão que vai além das câmeras

Um dos aspectos mais impressionantes do projeto é a coerência entre o que aparece na tela e o que aconteceu nas filmagens. Ao todo, mais de 30 figurantes surdos e sete atores surdos participaram da produção.

A equipe contou com Jonatas Medeiros — intérprete de Libras e cofundador do coletivo Fluindo Libras — como assistente de direção e consultor de acessibilidade. Um dos diretores assistentes, Giuliano Robert, também é surdo. Não é inclusão de fachada: é estrutura.

A direção de fotografia de Elisandro Dalcin aposta numa paleta quente e numa câmera próxima dos rostos — escolha inteligente para um filme em que tanto do drama se passa nas mãos e nas expressões. A montagem de Gabriel Borges respeita o ritmo da comédia sem apressar as cenas de tensão.


Prêmios: o público já decidiu

Antes de chegar às salas comerciais, o filme percorreu festivais e saiu carregado de troféus:

  • 🏆 Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Ator no 29º Cine PE
  • 🏆 Melhor Filme pelo Júri Popular no Rio LGBTQIA+ 2025 (14ª edição)
  • 🏆 Melhor Filme na Mostra Libras Visual do XI DIGO Festival (Goiás)
  • 🏆 Melhor Roteiro no III Cine RO – Festival de Cinema de Rondônia

São cinco prêmios em oito seleções. Para uma produção independente, isso é uma largada extraordinária — e revela que o filme funciona tanto para o público geral quanto para júris especializados.


Acessibilidade como protagonismo

A pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro é mais do que evento de divulgação: é declaração de princípios. A produção — que nasceu com o compromisso de tornar o cinema brasileiro mais plural — estende esse compromisso para a forma como o público chega até ela.

Sessions com interpretação em Libras, exibições gratuitas e debates acessíveis fazem parte do DNA desse projeto desde o início. Já aconteceu em Curitiba, onde o filme foi inteiramente gravado: a pré-estreia na Cinemateca de Curitiba, em abril de 2026, incluiu debate com elenco e cineasta em Libras. O Rio ganha agora a sua versão desse encontro.


Vale a pena assistir?

Sim — e mais do que isso: vale priorizar.

Não porque é "importante" (embora seja). Mas porque é um bom filme. A direção de Bruno Costa — curitibano com carreira sólida que inclui co-direção de episódios da série Cidade de Deus: A Luta Não Para (HBO Max) — equilibra leveza e densidade com maturidade. O filme diverte, emociona e, sem querer ser didático, ensina.

Se você está no Rio de Janeiro, a pré-estreia gratuita é a oportunidade ideal para conhecer esse longa antes que o boca a boca esgote os ingressos nas semanas seguintes. Aproveite.

"É uma grande honra levar esse prêmio com uma produção que aposta tanto na representatividade e na pluralidade do amor." — Bruno Costa, diretor


Ficha técnica:

  • Direção e roteiro: Bruno Costa
  • Argumento: William Biagioli
  • Produção: Andréa Tomeleri e Gil Baroni (Beija Flor Filmes)
  • Distribuição: Elo Studios
  • Fotografia: Elisandro Dalcin
  • Montagem: Gabriel Borges
  • Trilha sonora: Octávio Camargo
  • Direção de arte: Gabriella Olivo
  • Duração: 85 minutos

Perguntas frequentes

qual a duração de Nem Toda História de Amor Acaba em Morte?

O filme tem 85 minutos de duração (1h25min).

onde assistir Nem Toda História de Amor Acaba em Morte?

O longa está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 16 de abril de 2026, com distribuição da Elo Studios. A pré-estreia gratuita no Rio de Janeiro é uma oportunidade especial de assisti-lo com acessibilidade em Libras.

quem é a atriz que interpreta Lola no filme?

Lola é interpretada por Gabriela Grigolom, atriz surda que atua inteiramente em Libras. Ela é a primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro.

o filme tem prêmios?

Sim. O longa acumulou cinco prêmios em festivais nacionais, incluindo Melhor Filme pelo Júri Popular no Cine PE e no Festival Rio LGBTQIA+ 2025, e Melhor Ator para Octávio Camargo.

é baseado em fato real?

Não. Trata-se de uma ficção original, com roteiro de Bruno Costa e argumento de William Biagioli.

Tags:#Cinema Nacional#LGBTQIA+#Inclusão#Libras#Pré-estreia#Rio de Janeiro#Comédia Romântica#2026]

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