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O Convite vale a pena? Review do filme da A24 de 2026
O Convite (A24, 2026): classificação 16 anos, 1h47min, nos cinemas. Review completo do hit de Olivia Wilde com Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton.

O Convite vale a pena? Review do filme da A24 de 2026
Um jantar de casal que começa civilizado e termina em revelações que ninguém pediu, mas todo mundo precisava ouvir. O Convite é a comédia dramática mais comentada de 2026 — e o hype é mais do que justificado.
Resposta rápida
O Convite (cinemas, 2026):
- Classificação indicativa: 16 anos
- Duração: 1h 47min
- Onde assistir: Cinemas (distribuição O2 Play no Brasil; sem data confirmada de streaming)
- Vale a pena? Sim — comédia inteligente, diálogos afiados e um elenco irresistível. Um dos melhores filmes de 2026.
O que é O Convite?
O Convite (título original: The Invite) é dirigido por Olivia Wilde, com roteiro assinado por Will McCormack e Rashida Jones. O elenco principal reúne Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton. A fotografia é de Adam Newport-Berra, e a montagem ficou a cargo de Yorgos Mavropsaridis e Anthony Boys. A distribuição é da A24.
O filme é uma adaptação do longa espanhol The People Upstairs (2020), de Cesc Gay, transportado para os Estados Unidos pelo talentoso roteirista-dupla McCormack e Jones.
No Brasil, O Convite chegou aos cinemas em 9 de julho de 2026, com distribuição da O2 Play, e contou com sessões antecipadas a partir de 27 de junho.
A história: um jantar que descarrila
O filme acompanha Joe (Rogen) e Angela (Wilde), um casal que atravessa uma fase turbulenta no relacionamento. Durante um jantar aparentemente comum com os vizinhos do andar de cima, interpretados por Penélope Cruz e Edward Norton, a noite toma rumos inesperados e desencadeia uma sequência de situações caóticas, constrangedoras e bem-humoradas.
A premissa parece simples. Quase minimalista. Mas é exatamente aí que mora o talento de Olivia Wilde como diretora: o filme se passa quase inteiramente em um apartamento, ao longo de uma noite cada vez mais explosiva, e nunca parece visualmente ou emocionalmente preso.
À medida que a noite avança, o encontro sai dos trilhos e se transforma em uma arena de revelações. O roteiro usa o humor para escancarar as dinâmicas de status, as falsas aparências e as pequenas mentiras que contamos para manter a harmonia.
Elenco: quatro atores no auge
Seth Rogen entrega uma das melhores atuações da carreira aqui. Veículos como Empire e The Guardian deram quatro estrelas de cinco, destacando o naturalismo dos diálogos e a atuação de Seth Rogen como ponto alto da produção.
Olivia Wilde, que protagoniza e dirige ao mesmo tempo, dá um recado claro: ela troca o barulho de Não Se Preocupe, Querida por um filme menor, mais afiado e muito mais divertido. É um retorno bem-vindo e seguro.
Penélope Cruz e Edward Norton completam o quarteto com uma química perturbadoramente convincente. Aquilo que deveria ser uma noite tranquila descarrila quando os vizinhos, desinibidos e seguros de si, fazem uma proposta que ninguém estava à espera, deixando as duas relações expostas, postas à prova e em rota de colisão.
Direção e técnica: câmara de combate doméstico
Wilde não escreveu o roteiro — isso é trabalho de Rashida Jones e Will McCormack —, mas dirige e protagoniza com tal controle que o filme parece intensamente autoral: não no sentido de uma pessoa fazendo tudo, mas no sentido de uma cineasta que entende a temperatura exata de cada sala, olhar e pausa.
A montagem, assinada por Yorgos Mavropsaridis — indicado ao Oscar por A Favorita e Pobres Criaturas — ao lado de Anthony Boys, foi citada pela crítica por manter o ritmo entre comédia e drama sem perder a tensão.
Um detalhe curioso de bastidores que diz muito sobre o cuidado do filme: o filme abre com uma citação de Oscar Wilde antes mesmo de apresentar os protagonistas, e os temas do dramaturgo irlandês — casamento, desejo, convenções sociais — atravessam as conversas dos quatro personagens ao longo da noite. Nos créditos finais, há ainda uma dedicatória a Diane Keaton, referência direta ao estilo que Wilde buscou emular na construção da personagem Angela.
Bastidores: de Sundance para os cinemas em guerra de lances
O Convite estreou no Festival de Sundance em 24 de janeiro de 2026, e o que aconteceu depois virou história do mercado independente americano.
O filme revigorou um Sundance sonolento graças a um quarteto de atores irresistível. Ele também gerou uma tensa guerra de lances antes de a A24 prevalecer, adquirindo os direitos de distribuição doméstica por mais de 12 milhões de dólares.
A24 e Focus Features travaram uma disputa acirrada pelos direitos da comédia depois que outros interessados — como Neon, Netflix, Apple, Searchlight e a distribuidora Black Bear — recuaram das negociações. O resultado: um dos lançamentos mais esperados da A24 em anos.
O roteiro ficou a cargo de Will McCormack e Rashida Jones, a dupla que também escreveu a comédia dramática Celeste and Jesse Forever (2012), elogiada por sua abordagem madura sobre o fim de um casamento. Os dois ainda desenvolveram a história original de Toy Story 4 (2019), recebendo crédito de "story by" após deixarem a produção durante o processo criativo.
O que a crítica diz: 96% no Rotten Tomatoes
No Rotten Tomatoes, O Convite mantém 96% de aprovação entre os críticos e 90% entre o público — um dos índices mais altos entre os lançamentos de 2026 até agora.
Críticos destacaram o equilíbrio entre humor e drama, a química entre os quatro protagonistas e a direção segura de Olivia Wilde, capaz de transformar uma premissa simples em uma reflexão sofisticada sobre os relacionamentos contemporâneos.
Vale a pena assistir?
Nota Pipoca Crítica: 9/10
O Convite não é um thriller com reviravoltas mirabolantes. Ele funciona melhor como uma comédia dramática inteligente, conduzida por interpretações afiadas e um roteiro que encontra tensão nas conversas mais banais. É um bom filme sobre casamentos, expectativas e as diferentes formas de enxergar a intimidade.
Quatro pessoas, um apartamento, uma noite — e nunca parece visualmente ou emocionalmente preso. Isso é direção de verdade.
Se você gosta de comédias que te fazem pensar enquanto ri, que constrangem na medida certa e que entregam atuações memoráveis, O Convite é programa obrigatório. Vai ao cinema enquanto ainda está em cartaz.
Perguntas frequentes
Qual a classificação indicativa de O Convite?
O Convite tem classificação indicativa 16 anos, recomendado para maiores de 16 anos devido ao conteúdo adulto e temáticas de relacionamento.
Quanto tempo dura O Convite?
O Convite tem duração de 1h 47min.
Onde assistir O Convite?
O Convite chegou aos cinemas brasileiros em 9 de julho de 2026, e por enquanto essa é a única forma de assistir ao filme no país. Não há confirmação de data para streaming, já que a distribuidora A24 costuma manter uma janela exclusiva de exibição em salas antes de liberar seus lançamentos para plataformas digitais.
O Convite é baseado em alguma obra?
O roteiro de Will McCormack e Rashida Jones adapta The People Upstairs, filme espanhol de 2020 dirigido por Cesc Gay.
Qual a nota de O Convite no Rotten Tomatoes?
No Rotten Tomatoes, o filme alcançou 96% de aprovação da crítica, índice que o coloca entre os lançamentos mais bem avaliados de 2026 até o momento.
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