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O Poder do Rosário: review do filme lançado no Cristo Redentor

Drama brasileiro de fé com Myrian Rios estreia nos cinemas em maio de 2026 com evento simbólico no Cristo Redentor. Vale a pena? Leia nossa análise completa.

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Daniel Krust
··6 min de leitura
Myrian Rios no lançamento de O Poder do Rosário no Cristo Redentor, Rio de Janeiro — cinema de fé brasileiro 2026

O Poder do Rosário: o filme que escolheu o Cristo Redentor como palco de estreia

Poucos lançamentos de 2026 capturaram tanto a atenção do público cristão quanto O Poder do Rosário. Antes mesmo de chegar às salas de cinema, o filme já garantia manchete ao realizar seu evento de lançamento em um dos monumentos mais icônicos do planeta: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. É ousadia simbólica ou jogada de marketing certeira? Provavelmente os dois — e o longa, curiosamente, merece ser analisado com o mesmo olhar duplo.


O que é O Poder do Rosário?

Inspirado na tradição milenar da oração mariana, o longa-metragem estreia em maio de 2026 nos cinemas brasileiros com a proposta de humanizar a experiência da fé. A obra é fruto de uma parceria entre a Stone Entertainment e a Kolbe Arte, e propõe traduzir a espiritualidade para a linguagem das telas, com uma história marcada por fé, relações familiares e caminhos de reconciliação.

Dirigido por Tiago Benetti, o filme apresenta uma narrativa que une elementos de fé e experiência humana, abordando temas como ausência paterna, maternidade, perdão e recomeço.

Com duração de 90 minutos, o longa apresenta uma proposta acessível e emocional, voltada a diferentes públicos, ao tratar de relações humanas e da busca por sentido em meio aos desafios da vida.


A trama: fé, coma e milagres em rede social

Inspirado em depoimentos reais de milagres através da oração do Santo Rosário, o filme constrói uma história emocionante de superação. Helena, uma jovem de 12 anos e sua mãe Sandra são envolvidas em um acidente trágico que coloca a jovem em coma. A trama se aprofunda quando Helena precisa de um transplante e André, através de uma campanha nas redes sociais, desencadeia uma onda de fé em todo o país — e o milagre acontece quando milhares de pessoas se unem em oração.

O fotógrafo André, testemunha do incidente, torna-se seu improvável anjo da guarda, conectando-se com Isabel, uma enfermeira de grande fé.

É um roteiro que aposta alto na emoção direta — família separada, acidente, doença grave, fé coletiva, superação. Não há surpresas narrativas para quem já viu produções similares do gênero, mas a estrutura funciona porque o filme não tenta esconder sua intenção: ele quer emocionar e evangelizar ao mesmo tempo. Essa honestidade é, paradoxalmente, um dos seus pontos fortes.


Elenco: Myrian Rios de volta às telas

Um dos elementos que eleva O Poder do Rosário acima da média do cinema de fé brasileiro é o elenco. O time reúne nomes conhecidos do público, como Myrian Rios, Alexandre Machafer e Tarcizio Rafael, além das estreantes Bella Maria Benetti e Bárbara Marinho.

Myrian Rios merece destaque especial. A atriz, ícone da televisão brasileira nos anos 1980 e 1990, volta ao cinema vivendo um dos principais papéis do longa. Segundo ela, a personagem mostra uma força que não precisa vir de um grito: "Existe força na delicadeza, no amor e nos gestos de empatia. Não posso tratar a minha personagem como o papel central da trama, mas o que posso dizer é que ela faz parte do que é principal na mensagem do filme."

É uma volta que faz sentido — e que dá ao projeto uma credibilidade artística que filmes do nicho às vezes negligenciam em favor de nomes ligados apenas ao universo pastoral.

O projeto conta ainda com participações especiais de Frei Gilson, Padre Fábio Galdino e do Instituto Hesed, reforçando a conexão entre cinema, espiritualidade e experiência de fé. Essas presenças funcionam como pontes entre a ficção e o testemunho real — uma escolha narrativa que o diretor Tiago Benetti explora com habilidade ao intercalar a história de Helena com depoimentos documentais.


Direção e linguagem cinematográfica

Tiago Benetti não é um estreante no nicho: à frente da Stone Entertainment, ele já assinou trabalhos de relevância no segmento cristão. Aqui, sua câmera privilegia o close emocional — há uma preferência clara pelo rosto dos personagens nos momentos de virada, apostando na expressão como veículo de fé.

A fotografia opta por uma paleta quente, que reforça o acolhimento temático sem ser excessivamente glossy. O ritmo dos 90 minutos é bem administrado: o primeiro ato estabelece os laços familiares, o segundo escalona o drama clínico e o terceiro entrega o clímax espiritual que o público veio buscar.

O ponto mais fraco está no roteiro. Alguns diálogos soam didáticos demais — como se o filme desconfiasse da capacidade do espectador de absorver a mensagem por osmose. Isso é um problema recorrente em produções do gênero, e O Poder do Rosário não foge completamente dessa armadilha. Ainda assim, nos momentos de silêncio e de imagem, Benetti demonstra que conhece o ofício.


O evento no Cristo Redentor: símbolo ou espetáculo?

O lançamento do filme no Cristo Redentor não foi coincidência. A escolha do monumento — um dos mais reconhecidos símbolos cristãos do mundo e uma das Sete Maravilhas Modernas — posiciona o filme como um evento cultural de fé que transcende as salas de cinema. A Kolbe Arte, distribuidora responsável pelo projeto, estruturou um modelo próprio de atuação, combinando distribuição em circuito comercial, mobilização de público e estratégias de comunicação direcionadas ao público de fé.

Essa estratégia é inteligente. O Cristo Redentor como palco de lançamento gera cobertura orgânica, conecta o filme ao imaginário espiritual do público e transforma a estreia num momento comunitário — exatamente o que o roteiro prega dentro da tela. Vida que imita arte, ou arte que planeja vida.

Em 2026, ao celebrar 16 anos de atuação, a Kolbe Arte consolida sua trajetória como referência no cinema de valores no Brasil, reafirmando seu compromisso com a construção de um cinema que não apenas entretém, mas transforma.


Vale a pena assistir?

O Poder do Rosário é um filme que sabe para quem fala — e fala com competência. Não é uma obra que vai surpreender cinéfilos que buscam originalidade formal, mas é uma produção honesta, emocionalmente eficaz e tecnicamente sólida para o segmento em que se insere.

Se você tem conexão com a espiritualidade mariana, vai ao cinema com a família ou quer uma história de superação que não esconde suas intenções, o filme entrega o que promete. Se espera provocação narrativa ou ruptura estética, olhe em outra direção.

Nota Pipoca Crítica: 7/10 — Coração no lugar certo, roteiro poderia ser mais corajoso.


Perguntas frequentes (FAQ)

O Poder do Rosário vale a pena assistir?

Sim, especialmente para o público de fé e para quem aprecia dramas familiares emocionais. O elenco — com destaque para Myrian Rios — eleva o nível da produção acima da média do gênero no Brasil. O roteiro tem alguns momentos didáticos demais, mas o conjunto é sólido.

Onde assistir O Poder do Rosário?

O filme estreia nos cinemas brasileiros em maio de 2026, com distribuição da Kolbe Arte em circuito comercial. Ainda não há confirmação oficial de data de chegada a plataformas de streaming.

Quem dirige e quem está no elenco de O Poder do Rosário?

A direção é de Tiago Benetti, da Stone Entertainment. O elenco principal conta com Myrian Rios, Alexandre Machafer, Tarcizio Rafael, Bella Maria Benetti e Bárbara Marinho, com participações especiais de Frei Gilson e Padre Fábio Galdino.

Tags:#O Poder do Rosário#Cinema Brasileiro#Filme de Fé#Myrian Rios#Tiago Benetti#Lançamentos 2026#Drama

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