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Supergirl (2026): review, duração e vale a pena?
Kara Zor-El chega aos cinemas em 25 de junho. Veja duração, classificação 14 anos, elenco completo e o que os novos clipes revelam sobre o tom do filme.

Supergirl (2026): Kara briga com alienígena, confunde arte com Star Wars e chega aos cinemas em 25 de junho
Resposta rápida
Supergirl (Cinemas, 2026):
- Classificação indicativa: 14 anos — violência forte, ação intensa, linguagem e fumo
- Duração: 1h 50min (com créditos finais)
- Onde assistir: exclusivamente nos cinemas a partir de 25 de junho de 2026 (Brasil)
- Vale a pena? Sim — especialmente para quem gostou de Superman (2025) e quer ver o DCU se aventurar em um épico sci-fi com tom de western espacial
A campanha promocional de Supergirl ganhou velocidade nesta semana com uma série de novos materiais divulgados pela DC Studios. O destaque foi um clipe que mostra Kara Zor-El encarando um alienígena numa queda de braço — uma cena que resume bem o tom do filme: humor físico, confiança desafiadora e ação sem aviso. Mas não foi só isso que chamou atenção: uma arte promocional vendida na DC Comics Shop acabou colocando, sem querer, um alien de Star Wars bem no meio do universo DC.
O clipe da queda de braço — o que revela sobre Kara
O novo material mostra Kara testando força com um alienígena numa cena que respira a vibe dos melhores bares intergalácticos do cinema. A sequência não é apenas entretenimento visual: ela sinaliza um ponto crucial da personagem.
Essa Kara Zor-El não é a prima comportada do Superman. Ela é mais impulsiva, mais solitária e carrega o peso de ter sobrevivido à destruição de Krypton de forma muito mais traumática do que Clark Kent. Enquanto ele cresceu na Terra acolhido por uma família amorosa, Kara passou anos num pedaço de rocha derivando pelo espaço.
Segundo James Gunn, a proposta é justamente mostrar essa diferença: uma heroína "mais dura", moldada por anos de sobrevivência, antes de finalmente chegar à Terra.
O clipe também antecipa o tom geral que o diretor Craig Gillespie descreveu publicamente: um western espacial. Personagens à margem da galáxia, planetas na fronteira do cosmos e uma dupla improvável percorrendo territórios fora da lei.
A confusão com o alien de Star Wars
No meio da campanha promocional, surgiu uma gafe que virou assunto: uma arte oficial com o título "Across the Galaxy", vendida na DC Comics Shop por US$ 120 e desenhada por Bilquis Evely (a mesma artista brasileira das HQs originais), incluía acidentalmente um alien de Star Wars entre os personagens.
A criatura em questão seria Lexo Sooger, cortado de Star Wars: Episódio VIII — A Última Jedi, que aparece numa cena deletada em Canto Bight. A confusão aconteceu porque Lexo Sooger e o Screecher — alien que aparece de fato em Supergirl — compartilham design semelhante: pescoço longo e fino, pele cinza e colares dourados. A diferença está na mandíbula inferior do Screecher, que é ausente no personagem de Star Wars.
A arte foi retirada do ar rapidamente. Disney e Lucasfilm não comentaram o caso. A hipótese mais provável é que Evely recebeu uma foto de referência errada — um erro compreensível dado o volume de produção de uma campanha desse porte.
Enredo: épico sci-fi com alma de HQ aclamada
Supergirl adapta a minissérie de oito edições escrita por Tom King e desenhada por Bilquis Evely entre 2021 e 2022 — obra elogiada por apresentar uma Kara mais introspectiva e madura do que a versão canônica.
No filme, Kara se une a Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), uma jovem alienígena que busca vingança pelo assassinato de seu pai. As duas partem numa jornada pelo espaço atrás de Krem das Colinas Amarelas (Matthias Schoenaerts), o mercenário responsável pela morte.
O filme se passa quase inteiramente no espaço — uma aposta ousada para um universo que, até Superman (2025), tinha os pés bem fincados na Terra. James Gunn e Peter Safran produzem, e o roteiro é de Ana Nogueira (Hightown).
A trilha sonora passou por uma sequência incomum de trocas: Ramin Djawadi foi anunciado e substituído por Tom Holkenborg, que também saiu antes de Claudia Sarne assumir as composições. Mudanças de compositor durante a pós-produção costumam indicar reformulação de direção criativa — algo que merece atenção quando o filme estrear.
Elenco: de Casa do Dragão ao universo DC
Milly Alcock já conhecia o DCU antes mesmo das filmagens principais: ela apareceu como Supergirl no último ato de Superman (2025), o que funcionou como teste de fogo público para a personagem. Vinda de A Casa do Dragão, onde interpretou a jovem Rhaenyra Targaryen, Alcock tem o histórico de sustentar personagens complexas com nuance.
Para o papel, ela precisou aprender cinco línguas fictícias criadas especialmente para o filme — um detalhe que indica o grau de comprometimento da produção com a construção do universo alienígena.
Jason Momoa abandona o Aquaman e estreia como Lobo, o caçador de recompensas cósmico. O personagem não existia na HQ original, mas Tom King chegou a imaginar essa dupla no pitch inicial — uma espécie de True Grit no espaço, com Kara como Mattie Ross e Lobo como Rooster Cogburn.
David Corenswet retorna como Superman em clipe divulgado separadamente, mostrando o primeiro encontro dos primos próximo à Fortaleza da Solidão — uma cena hilária em que Kara estranha o uniforme do Superman, e Krypto demonstra ciúme explícito do primo.
O elenco completo conta ainda com:
- Matthias Schoenaerts como Krem das Colinas Amarelas (vilão principal)
- Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll
- David Krumholtz como Zor-El (pai de Kara)
- Emily Beecham como Alura In-Ze (mãe de Kara)
- Ferdinand Kingsley (Reacher) como Elias Knoll, pai de Ruthye
- Diarmaid Murtagh como Drom Baxton, braço direito de Krem
Direção: Craig Gillespie e o tom que importa
Craig Gillespie é responsável por Eu, Tonya (2017) e Cruella (2021) — filmes protagonizados por mulheres anticonvencionais, carismáticas e com histórias de origem sombrias. O padrão se encaixa perfeitamente em Kara Zor-El.
O cineasta comparou Supergirl a Homem de Ferro da Marvel — sugerindo um filme de apresentação de personagem que abre espaço para uma franquia maior. Gunn confirmou que Alcock terá papel relevante no futuro do DCU além do retorno em Homem do Amanhã (2027).
Bilheteria e expectativas
As projeções iniciais apontam para uma estreia de US$ 55 milhões nos EUA — abaixo dos US$ 125 milhões de Superman (2025), mas dentro de uma faixa considerada razoável para um segundo filme de um universo em construção. O rastreamento de público mostrou conhecimento espontâneo sobre o filme equilibrado entre homens e mulheres, acima e abaixo dos 25 anos — sinal de apelo amplo.
Com ingressos já à venda, incluindo IMAX e formatos premium, o filme chega em momento estratégico de junho, disputando espaço com Toy Story 5 e Mestres do Universo.
Vale a pena?
Tudo o que foi divulgado até agora — clipes, trailers, material de bastidores — aponta para um projeto com identidade visual distinta, elenco comprometido e uma abordagem de gênero (western espacial) que o DCU ainda não havia explorado. A aposta em Milly Alcock parece acertada, e a base das HQs de Tom King garante uma história com densidade emocional real.
Os riscos estão na trilha sonora (três compositores diferentes é sinal de alerta) e na expectativa de bilheteria que pode pressionar avaliações futuras. Mas, pelo que foi mostrado, Supergirl tem argumentos sólidos para ser um passo firme na construção do novo DCU.
Nota preliminar (baseada em clipes e trailers divulgados): 7/10
Perguntas frequentes
Quando Supergirl estreia no Brasil?
O filme estreia nos cinemas brasileiros em 25 de junho de 2026, um dia antes da data americana (26 de junho).
Qual a duração e classificação indicativa de Supergirl?
O filme tem 1 hora e 50 minutos de duração, já com créditos finais incluídos. A classificação indicativa pela MPA americana é PG-13 — equivalente a 14 anos no Brasil — por violência forte, ação, linguagem e cenas de fumo (referentes ao personagem Lobo).
Supergirl é baseado em HQ? Qual?
Sim. O filme adapta a minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, de oito edições, escrita por Tom King e desenhada pela artista brasileira Bilquis Evely, publicada entre 2021 e 2022 pela DC Comics.
Jason Momoa faz qual personagem em Supergirl?
Jason Momoa interpreta Lobo, caçador de recompensas intergaláctico e anti-herói icônico dos quadrinhos DC. É a primeira vez que o personagem aparece nos cinemas, e Momoa substitui seu papel anterior de Aquaman neste novo universo DC.
Supergirl vai ter sequência?
Segundo o co-CEO da DC Studios, Peter Safran, Milly Alcock terá papel relevante no futuro do DCU. Kara Zor-El deve retornar em Homem do Amanhã (2027), continuação de Superman (2025).
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