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Supergirl (2026): review, nota e bilheteria de estreia
Milly Alcock estreia como Kara Zor-El nos cinemas com US$ 18 mi no primeiro dia. Veja review, elenco, nota dos críticos e o que esperar do DCU.

Supergirl (2026): uma Kara diferente, com resultados mistos
O DCU de James Gunn e Peter Safran chegou ao seu segundo capítulo — e ele veio com mais ambição espacial, uma protagonista carregada de traumas e um resultado que divide opiniões. Supergirl: Woman of Tomorrow abriu nos cinemas americanos em 26 de junho de 2026, e os números do fim de semana já contam uma história interessante sobre o futuro da franquia.
Resposta rápida
Supergirl: Woman of Tomorrow (cinemas, 2026):
- Classificação indicativa: PG-13 (equivale a 13 anos — cenas de violência e temas maduros)
- Duração: 1h48min
- Onde assistir: exclusivo nos cinemas; sem data de streaming confirmada (esperado no Max após o período teatral)
- Vale a pena? Depende — Milly Alcock impressiona, mas o roteiro não acompanha sua entrega.
Do que se trata o filme
O filme adapta a HQ Supergirl: Woman of Tomorrow (2021–22), de Tom King e Bilquis Evely, levando Kara para fora da Terra numa aventura cósmica. Ela cruza o caminho de Ruthye, uma jovem alienígena que busca vingança pela morte do pai.
Kara embarca na missão de ajudar Ruthye a caçar Krem das Colinas Amarelas, o mercenário que assassinou sua família. No caminho, elas ainda precisam salvar o cachorro Krypto e acabam se cruzando com o caçador de recompensas galáctico Lobo.
James Gunn descreveu essa versão de Kara como mais "durona" que as anteriores, moldada por anos assistindo seu planeta natal ser destruído antes mesmo de chegar à Terra. É essa complexidade psicológica que torna a personagem interessante — e também o maior ponto de atrito com parte do público que esperava algo mais leve.
Elenco: Milly Alcock rouba a cena
Dirigido por Craig Gillespie e escrito por Ana Nogueira, o filme é o segundo da DC Universe e tem Milly Alcock como Kara Zor-El / Supergirl, que atravessa a galáxia numa missão de vingança.
Alcock vive Kara Zor-El, parente distante do Superman de David Corenswet — personagem com quem ela havia feito uma participação especial no filme do homem de aço, no ano passado. Nessa transição do papel coadjuvante para protagonista absoluta, a atriz — conhecida de House of the Dragon — entrega uma performance que já é considerada o maior acerto do projeto.
O elenco de apoio inclui Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham, David Corenswet e Jason Momoa. Momoa interpreta Lobo, o caçador de recompensas galáctico que acaba cruzando o caminho de Kara e Ruthye durante a jornada.
Craig Gillespie na direção: estilo reconhecível, resultado desigual
Craig Gillespie, diretor de Eu, Tonya e Cruella, assina a direção do filme. No papel, a escolha fazia todo sentido: Supergirl: Woman of Tomorrow é um tipo de True Grit espacial nos moldes de Guardiões da Galáxia, e Gillespie tem histórico com propriedades de protagonismo feminino empoderado, como o Oscar de Eu, Tonya e a série Pam & Tommy.
Na prática, no entanto, a execução visual foi um dos pontos mais criticados. Nas sessões de imprensa realizadas antes do lançamento, as principais queixas foram que o filme não queria referencias explícitas a Guardiões da Galáxia ou Mad Max — precisamente as que Gillespie inseriu. Parte do público sente que o filme é derivativo demais para funcionar como declaração de identidade do novo DCU.
O que a crítica está dizendo
A recepção crítica não foi gentil: no Rotten Tomatoes, Supergirl chegou ao fim de semana com 58% de aprovação — ligeiramente acima dos 57% de Mulher-Maravilha 1984 e abaixo dos 63% que The Flash obteve em 2023.
Entre o público, o cenário é mais positivo: a nota de audiência no Rotten Tomatoes ficou em 77%, sinalizando uma divisão clara entre a visão da crítica profissional e a experiência de quem foi ao cinema sem expectativas infladas.
O consenso geral pode ser resumido assim: Milly Alcock é mais do que capaz de carregar o DCU nos ombros, mas o roteiro de Ana Nogueira entrega uma jornada que parece genérica demais perto do material de origem. O vilão Krem foi apontado como unidimensional demais, enquanto o Jason Momoa como Lobo foi considerado bem-vindo, mas insuficientemente explorado em termos de humor.
Bilheteria: abertura aquém do esperado
Até o fim de 26 de junho, Supergirl havia acumulado US$ 18 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, mais US$ 11,1 milhões em outros territórios, totalizando US$ 29,1 milhões mundialmente.
Segundo informações do sábado de manhã (27 de junho), Supergirl deve encerrar o fim de semana na faixa de US$ 38 a US$ 40 milhões domesticamente — sem conseguir destronar Toy Story 5, que deverá permanecer em primeiro lugar tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
O filme foi produzido com orçamento de US$ 170 milhões (com algumas fontes citando até US$ 186 milhões) e tem um ponto de equilíbrio estimado em torno de US$ 315 milhões mundialmente, já descontando o orçamento líquido, mas sem considerar os custos de marketing.
Para comparação: Superman registrou US$ 22 milhões apenas nos previews e terminou seu fim de semana de abertura com US$ 125 milhões domesticamente, alcançando US$ 618,7 milhões globalmente.
Análise: o DCU sobrevive a um tropeço?
A grande questão que paira sobre Supergirl não é apenas se o filme vai recuperar seu orçamento — é o que esse resultado diz sobre a saúde do novo universo DC.
Uma abertura decepcionante não é necessariamente fatal para uma franquia. O MCU sobreviveu a Hulk Incrível após o sucesso de Homem de Ferro. O MonsterVerse superou o fraco desempenho de Godzilla: Rei dos Monstros com Godzilla vs. Kong.
Em maio de 2026, o próprio Peter Safran declarou que a Supergirl de Alcock terá um papel de destaque no futuro do DCU, incluindo seu retorno em Man of Tomorrow (2027). O investimento no personagem é real — e a base de audiência que aprovou o desempenho de Alcock indica que ela tem tudo para crescer dentro da franquia.
O risco real está nos próximos filmes: Clayface (2026), Man of Tomorrow (2027) e The Brave and the Bold precisarão performar melhor para que a franquia ganhe impulso consistente.
Nossa nota: 6/10. Milly Alcock merecia um filme à altura de sua entrega. Supergirl: Woman of Tomorrow é um início aceitável, mas longe de ser o acerto que o DCU precisava após o sucesso de Superman.
Perguntas frequentes
Qual a classificação indicativa de Supergirl (2026)?
O filme tem classificação PG-13 nos Estados Unidos, equivalente a 13 anos no Brasil. Há cenas de violência, temas de vingança e situações de tensão — não indicado para crianças pequenas.
Quanto tempo dura Supergirl: Woman of Tomorrow?
O filme tem duração de 1 hora e 48 minutos, conforme informação oficial da Warner Bros.
Onde assistir Supergirl (2026)?
Por enquanto, o filme está disponível exclusivamente nos cinemas. Por ser uma produção da Warner Bros., a expectativa é que chegue ao Max após o período de janela teatral, mas nenhuma data de streaming foi confirmada até o momento.
Qual a nota de Supergirl no Rotten Tomatoes?
A crítica especializada deu 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, enquanto o público avaliou o filme com 77% de aprovação — uma divisão significativa entre especialistas e espectadores gerais.
Supergirl é baseado em HQ?
Sim. O filme adapta a minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow (2021–22), escrita por Tom King com arte de Bilquis Evely, considerada uma das melhores histórias recentes do personagem nos quadrinhos.
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